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Instituto de Rondônia acusa Marcus Alexandre de contratar e não pagar por pesquisa eleitoral

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Depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal há três semanas por suposto envolvimento no esquema de desvio de mais de R$ 700 milhões dos cofres públicos (Operação Tapa Buraco), o prefeito de Rio Branco, capital Acre,  Marcus Alexandre (PT), teve seu nome novamente envolvido em encrenca.
Ele foi denunciado nesta terça-feira 21.11 na Unidade Integrada de Segurança Pública de Porto Velho, capital de Rondônia, por uma dívida de aproximadamente R$ 15 mil junto a um instituto de pesquisa rondoniense. A queixa foi registrada pelo diretor-executivo do Instituto, Juvenil Coelho, que detalhou a denúncia na delegacia.
Segundo Juvenil, ele conheceu o prefeito por intermédio de um suplente de vereador do Acre, o suplente de vereador Afonso Fernandes, em Rio Branco, que se interessou em fazer uma sondagem de avaliação de gestão pública. O trabalho iria medir a popularidade da administração de Marcus Alexandre que hoje é pré-candidato do PT ao Governo do Estado do Acre. “Um dos itens que acabou inviabilizando o pagamento da pesquisa é que o presidenciável Jair Bolsonaro apareceu em primeiro e a cúpula resolveu não pagar pelo trabalho feito pelo Instituto Phoenix”, disse Juvenil Coelho.
O primeiro encontro aconteceu em uma secretaria municipal, onde após uma longa conversa, convencionou-se o valor do trabalho: seriam R$ 10 mil pelo serviço, além de despesas de hotel, transporte e alimentação da equipe de pesquisadores. O serviço foi feito, entregue o relatório e divulgado, segundo o combinado, mas o prefeito, segundo o denunciante, não cumpriu o acordo.
“Em quatro dias, terminamos o serviço, mas ficamos nove dias no hotel. Isso porque, o contratante denunciado desapareceu, não atendia mais telefonema, e até mesmo o seu secretário André Knae, indicado pelo prefeito para viabilizar o financeiro, sumiram sem dar satisfação. Não atenderam sequer aos telefonemas da proprietária do hotel”, denunciou Juvenil.
O denunciante destacou ainda que quatro dos oito pesquisadores que trabalharam na pesquisa são trabalhadores residentes na capital acreana e estão sem receber por conta do impasse, além do restaurante, o hotel, e o proprietário do veículo que foi alugado para o serviço. Um prejuízo de aproximadamente R$ 5 mil. Todos os credores estão ameaçando levarem o caso à Justiça.
Fonte: O Observador

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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