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Obra mal feita do Deracre é engolida pela erosão e Rodrigues Alves ficará isolado, alertam moradores. Fotos

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A pavimentação em asfalto da estrada estadual que dá acesso ao município de Rodrigues Alves é tragada a cada dia pelo desbarrancamento do Rio Juruá. O trecho por onde passam os veículos apresenta rachaduras enormes. Há pontos em que os condutores se arriscam para vencer dois metros de largura da pista. Apenas uma sinalização foi colocada pelo governo. Uma contenção em aço já foi parcialmente devorada. Durante a noite, apenas a iluminação da lua ajuda os motoristas que fazem o trejeto saindo de Cruzeiro do Sul e algumas vilas próximas. “O rio está ganhando volume de água. Nenhum reparo foi feito no verão. Então……isso aqui vai apartar. Não tem jeito”, diz o comerciante João Santos dos Santos.
A dona-de-casa Elvira Gonçalves Medeiros afirma que perdeu a confiança nos governantes. “A gente tem fama de ser isolado do mundo. Agora que vamos ser mesmo”.

A Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Rodrigues Alves disse ter solicitado intervenções do Deracre, mas uma obra de reparação não chegou na região. Engenheiros do Juruá dizem que não há saída. A estrada vai apartar e o acesso ao município só será possível se o Governo do Acre providenciar um desvio. As crateras chegam a medir 15 metros de profundidade.

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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