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Pró-Saúde é fruto da gestão de incompetentes

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*Ribamar Costa
Depois da condenação do Pró-Saúde pela demissão de todos os trabalhadores, o caminho honroso é buscar apoio de todos os afetados para fortalecer a luta pela imediata contratação, por meio de concurso público efetivo, garantindo a renda de todas as pessoas ameaçadas de terem a renda limitada. A proposta de um certame não é uma alternativa, mas a primeira opção, a luta principal para a sobrevivência e para a própria manutenção dos serviços públicos, na capital e no interior, em que municípios pequenos sofrem pela desassistência.
A existência de uma paraestatal para cuidar da saúde sempre foi criticada pelo Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) e os argumentos foram feitos diretamente aos gestores do governo do Estado. Desde o governo Binho Marques, os questionamentos sobre as irregularidades nas contratações são apontados, por isso os antigos e os atuais gestores poderão ser responsabilizados e o governo, por lei, acabará pagando os débitos trabalhistas que não forem honrados pelo Pró-Saúde. Não existe esse argumento que a empresa não possui dinheiro.
A empresa, privada, foi criada por meio de lei e o superintendente é o próprio secretário de Estado, ou seja, ele e os antigos membros são responsáveis por todo o impacto resultante das demissões. Enquanto os gestores públicos não assumem os erros, o acordo continua assustando os trabalhadores, porque ninguém quer ser parte do percentual a ser desligado. O Sindmed-AC sempre repudiou a contratação de profissionais da saúde por meio do Pró-Saúde e disponibiliza a banca de advogados para que o filiado seja orientado e para que possa escolher qual o caminho a seguir.
Agora, o maior temor é evidente: cerca de 360 pessoas terão rescisão de contrato ainda este ano, o que acredito ser em até seis meses, um presente de Natal de muita tristeza. Outros 30% devem seguir o mesmo destino até julho de 2018. Mais 20% sairá até dezembro de 2018 e, por fim, os últimos 30% em julho de 2019. A opção atual é de protestos e de brigas judiciais para que os governantes assumam as irregularidades e que os bens deles sejam tornados indisponíveis para que aprendam que não se pode brincar com a vida das pessoas, colocando em risco o serviço de saúde pública e o salário de centenas de famílias.
Presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC)

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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