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Professor que teria apanhado de policiais tem costelas fraturadas, dreno no pulmão e hematoma no ouvido. “Ele gritava dentro da delegacia”

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Professor na Sala de Traumas do PS


O professor do Bujari acusado de esmurrar o delegado da cidade, Pedro Henrique Resende, foi transferido para o Pronto-Socorro de Rio Branco. Ele apresenta um quadro de agressão física, com dreno no pulmão, costelas fraturadas e hiperemia (sangue no ouvido), na Sala de Traumas, sem previsão de alta.
Familiares disseram à reportagem que o professor gritava muito dentro da cela da delegacia enquanto apanhava. “A gente só ouvia os gritos sem poder fazer nada”, declarou a esposa, Socorro Abreu, que também é professora do Estado. A equipe policial teria sido abusiva ao dar ordem de prisão ao professor, que tentou argumentar afirmando ser inocente.
O professor tem um genro e um cunhado militares. A filha, Priscila Abreu, formalizou denúncia no Ministério Público. O terceiro sargento PM José Israel Brito, cunhado do professor, disse que o paciente “está mal, sentindo muitas dores, e sem voz”. Segundo ele, “o que aconteceu foi um verdadeiro absurdo.  Os médicos fazem exames para identificar a necessidade ou não de cirurgia. “Breu”, que leciona Matemática e é lotado na rede estadual de ensino, alega legítima defesa durante uma ocorrência em que a polícia investigava a passagem de um dreno de ar condicionado comercial pelo terreno do professor. “Foi abuso de poder”, reagiu a esposa. “A polícia investiga. Não tem o direito de bater em ninguém. Numa delegacia, a pessoa fica á disposição do Estado. O julgamento cabe à justiça. Foi algo vergonhoso o que fizeram”, disse.
A confusão ocorreu na manhã desta quarta-feira. “Meu pai sempre quis que aquele cano, que sai de um comércio, não passasse por dentro da nossa propriedade. Aquele serviço não foi feito por nós. Este foi o motivo da confusão”, esclareceu a filha do professor.

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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