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Recado ao Sintesac: “invadir prédio público é ato irresponsável e a PM vai agir para manter a ordem”

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O comandante da Polícia Militar (PM), Coronel Ezequiel Bino, classificou as declarações dos sindicalistas da saúde como irresponsáveis. “É estranho representantes de uma classe agirem de forma tão irresponsável”, enfatizou o militar, assegurando que a corporação irá se fazer presente para manter a ordem. Além do prédio onde funciona a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), no centro da cidade, os dirigentes sindicais também não descartam a possibilidade de fazer piquetes nas entradas das unidades de saúde.
Toda essa radicalização foi decidida ontem (03), numa assembleia geral que envolveu o Sintesac, junto aos trabalhadores do Pró-Saúde, Sesacre e Fundhacre. A decisão da reunião foi pela deliberação de uma greve geral e invasão. Os sindicalistas esclareceram que cerca de 60% dos servidores vão parar os serviços, permanecendo apenas 40% dos funcionários atuando, conforme prevê a lei.
Mesmo sendo médico, o ex-governador Tião Viana foi poupado pelos principais representantes sindicais. Os outrora gatinhos rugem agora como leões. “Ao invés de entrarem em greve e colocar em risco a vida de algumas pessoas, seria mais exitoso aos sindicalistas refletir sobre a emblemática frase da secretária de saúde, Mônica Feres, ao afirmar que 80% dos servidores em saúde não têm compromisso com o trabalho”, declarou um servidor que pediu para não identificado.
Segundo o artigo 163 do Código Penal, destruir, inutilizar ou deteriorar o bem ou serviços de uma união, tanto estado, quanto município é considerado crime contra o patrimônio público. A prática prevê detenção de um a seis meses, além de multa.

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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