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Rivalidade política prevaleceu na definição do horário que prejudica o Acre: 3 horas menos em relação a Brasília

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Davi Friale (Foto: Altino Machado)


O texto abaixo é assinado pelo professor Davi Friale, tido como a principal autoridade na área de meteorologia no Acre. O horário de verão, vigente no país a partir deste domingo (15), é o assunto abordado por ele, num histórico revelador. Leia:
Por Davi Friale
 
Até meados de 1988 para 1989, todo o território nacional entrava no horário de verão brasileiro. Acontece que, no ano seguinte, alguns governadores de estados do Norte e do Nordeste não queriam aceitar tal horário por pura rivalidade política. O governo federal, na época, decidiu, então que os estados poderiam optar ou não pelo horário de verão.
Hoje, sempre que o centro-sul do país adianta seu fuso horário, os acreanos reclamam da diferença de 3 horas em relação a Brasília, pois traz uma série de inconvenientes, como o horário de funcionamento dos bancos, a programação de televisão, o horário das viagens aéreas, além dos contatos comerciais com aquela região do Brasil.
Assim, já passou da hora de o Acre, Rondônia, Amazonas e demais estados voltarem a adotar o horário de verão. Enfim, somos todos brasileiros.
POR QUE O HORÁRIO DE VERÃO?
O horário de verão tem por única finalidade a economia de energia elétrica, pois, no verão, o Sol nasce mais cedo e se põe mais tarde, o que, se adiantarmos o fuso horário, as pessoas aproveitam melhor a luz do dia e, assim, evitam ligar lâmpadas.
Acontece que essa economia é maior à medida que a latitude aumenta, pois a duração da luz do dia também aumenta. Quanto mais ao sul do Brasil, portanto, maior será a economia de energia elétrica.
Esse foi o motivo pelo qual, em 1989, os governadores do Norte e do Nordeste decidiram não aceitar o horário de verão, pois já que seus estados ficam localizados próximos à Linha do Equador, a economia de energia seria pequena.
Só que eles se esqueceram dos transtornos que a não adoção desse horário causaria para seus habitantes. É verdade que a economia é pouca, mas não nula, porém o mais importante seria a unicidade com o território nacional, respeitando-se os seus fusos horários naturais.
HISTÓRIA DO HORÁRIO DE VERÃO
Quem primeiro cogitou em estabelecer o horário de verão foi o estadunidense Benjamin Franklin, em 1784, um famoso e estudioso estadista da época.
Quem realmente idealizou e fez um estudo completo sobre a vantagem em adiantar 1 hora o relógio, na época do verão, foi o inglês William Willet, membro da Sociedade Astronômica Real, no ano de 1907.
No entanto, o primeiro país a adotar o horário de verão foi a Alemanha, em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, com o objetivo de economizar o carvão responsável por fazer funcionar as máquinas que produziam energia elétrica para o país.
NO BRASIL TEVE INÍCIO EM 1931
Foi o presidente Getúlio Vargas, através do Decreto número 20466, de primeiro de outubro de 1931, que instituiu, pela primeira vez, o horário de verão no Brasil, que entrou em vigor no dia 3 de outubro do mesmo ano e terminou no dia 31 de março de 1932.
A medida foi adotada devido à intensa seca que assolava o país e, também, visando a economia de combustíveis fósseis que, à época, eram importados, já que o país estava em crise econômica.
Até o verão de 1988 para 1989, era obrigatório adiantar 1 hora em todo o país.
Atualmente, o horário de verão começa sempre no terceiro domingo de outubro e se estende até o terceiro sábado de fevereiro.
O atual, que começa no domingo (16/10/2016), vai até o sábado do dia 18 de fevereiro de 2017. O horário do início e do fim é sempre à meia-noite.

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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