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TCE, CGU e Receita encontraram os mesmos indícios de fraude no Deracre, diz PF, que reafirma superfaturamento na BR 364

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O Deracre contratou uma camada asfáltica de 5 centímetros na BR 364, mas as empresas licitadas construíram apenas 3 centímetros. O Governo do Acre não questionou a obra, como deveria, a autorizou o pagamento integral por serviços não realizados, afirmou o delegado da Polícia Federal, Jacob Melo, em coletiva à imprensa, na manhã desta segunda-feira. O Deracre também efetuou pagamentos indevidos referentes á escavação e transporte de insumos que as empresas envolvidas não realizaram. “Nós investigamos convênios executados entre 2006 e 2016”, disse o delegado.
Catorze suspeitos foram levados coercitivamente para depor, dentre eles o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), diretores e ex-gestores do Departamento estadual de Estradas e Rodagens. São acusados por corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Mais de cem policiais federais envolvidos na Operação Buraco, desencadeada no Acre e Rondônia.
O chefe da Controladoria Gera da União, Ciro Oliveira, e os representantes do Tribunal de Contas da União e Receita Federal reafirmaram que, em suas investigações paralelas, foram identificados os mesmos indícios de sobrepreço nas obras da rodovia e na execução de serviços do Deracre na abertura de ramais no Estado do Acre. O valor desviado, de R$ 700 milhões, não é oficial. Segundo a CGU, esses números poderão aumentar com o resultado de perícias técnicas já encomendadas. As autoridades que investigam o esquema disseram que o trabalho da imprensa foi importante.
Os inquéritos foram abertos em 2013. As conduções coercitivas, segundo a PF, foram feitas no mesmo horário para evitar que os acusados combinassem versões que seriam usadas em suas defesas. Não houve prisões na Operação Buraco, que surpreendeu o governo e causou correria no Diretório do PT.
Secretários municipais e militantes petistas foram á sede da PF, segundo eles para prestar solidariedade ao prefeito, mas não puderam entrar na sala de depoimentos. Eles se isolaram numa sala restrita quando a imprensa chegou.
A justiça que determinou as conduções coercitivas e as buscas e apreensões decidiu, também, pelo segredo de justiça. As informações que não foram reveladas na coletiva somente serão acessadas pelas partes.

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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