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Trabalhadores decidirão nesta sexta-feira se vão paralisar a saúde nas últimas horas de 2017

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Os sindicatos da saúde deram prazo até o dia 5 de janeiro para explicar as razões para o corte nos plantões extras, que deveriam ser pagas no salário de dezembro. No entanto, todos os trabalhadores estão convocados para uma assembléia geral, nesta sexta (veja nota abaixo).
O motivo da provável paralisação é o corte dos plantões extras referente a novembro. As verbas deveriam ser pagas nesta quinta-feira (28), junto com o salário de dezembro. O contracheque indica que apenas o “salário seco” será pago. “Está todo mundo revoltado. Não tem como remediar uma situação tão grave como esta. Nós iremos recomendar que parem. Ou o governo paga o que deve aos trabalhadores, ou o sistema entrará em colapso, infelizmente”, declarou o presidente do Sintesac, Adailton Cruz.
A sindicalista Rosa Nogueira, que representa enfermeiros, técnicos e auxiliares, emitiu apoio à indicação de parar a saúde. Ele reafirmou serem mentirosos os argumentos do governo, de que “a folha extrapolou a lei de responsabilidade fiscal”. O que mais irrita os funcionários é que o governo não preparou a categoria para esta “surpresa desagradável”. Além disso, não há comunicado oficial, seja do governador, seja do secretário Gemyl Júnior”, sobre o assunto.

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Nota de repúdio

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac) vem a público manifestar o seu repúdio ao atraso no pagamento dos adicionais de plantões emergenciais dos servidores da saúde, referente ao mês de novembro.
Nós, trabalhadores, entregamos nossa força de trabalho em troca de uma remuneração, o que garante nossa sobrevivência.
Se o governo não paga, não temos por quê trabalharmos, pois nossa sobrevivência estará comprometida.
De todas as categorias de servidores, o desrespeito e descompromisso se deu apenas com os da saúde, e justo sobre aqueles que trabalham nas urgências e emergências.
Alertamos a todos servidores que o Adicional de Plantão Emergencial (extras) faz parte do seu salário.
No entanto, o Governo vem implando uma idéia perniciosa de que plantão extra não é salário, com vista a encobrir a realidade: há muito tempo vem atrasando os salários dos servidores da saúde, pagando de forma parcelada a sua remuneração, pois tem deixado o pagamento dos valores relativos aos Extras para pagar um bom tempo depois do mês de referência, que foi trabalhado.
Não admitiremos mais este engodo e muito menos iremos nos sujeitar a esse trabalho escravo.
No entanto, advertimos que mais uma vez, o governo corta a “carne” do trabalhador em saudar desse estado.
Todavia, estamos atentos a essas estratégias oriundas das mentes que realmente dirigem os passos deste governo, para barrar este enlaço.
Já fizemos as devidas representações administrativas, junto a SESACRE, SGA e SEFAZ, requerendo em caráter de urgência as devidas justificativas e o pagamento no máximo até o dia 05/01/18, ao tempo em que convocamos todos os trabalhadores representados pelo SINTESAC, para uma assembleia geral, na sexta feira (29/12/2017), as 09h00min, na sede do SINTESAC, para juntos deliberamos sobre os nossos próximos passos.
Exigimos respeito e não aceitaremos trabalhar sem receber, pois o que está em jogo é o nosso sustento e a nossa dignidade.
A Diretoria.
 
 
Os sindicalistas estimam que até às 16 horas emitirão uma nota pública sobre o assunto. Nessa nota, o governo seria comunicado sobre a decisão de parar as unidades de saúde.

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Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

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O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

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