Sem Categoria

Quatro posseiros são assassinados em seringal com 80% de posseiros acreanos, na divisa com Acrelândia, e Incra diz que “não vai se meter nisso”

Published

on


Aumentou para quatro o número de mortos na chacina ocorrida no último sábado, no Seringal São Domingos, divisa com o município de Acrelândia. O primeiro homicídio confirmado, de um homem conhecido como Nemes, que é acreano, comoveu e movimentou a própria comunidade. Cerca de 150 homens decidiram fazer buscas por outras famílias que foram expulsas de suas casas sob ameaças de jagunços armados de rifles e revólveres calibre 38. Na região, 80% dos posseiros são acreanos, com domicílio eleitoral na cidade de Acrelândia.
Após 24 horas de buscas, três corpos foram encontrados na floresta. Todas as vítimas tinham perfurações a bala e eram conhecidas da comunidade. Os velórios acontecem em residências próxima, em meio a um clima de revolta e medo.
“As informações são desencontradas por que estamos numa área perigosa demais. Ninguém fala, ninguém quer falar. Todos ainda estão traumatizados depois a chegada violenta dos grileiros”, relatou João Nunes, da Pastoral da Terra da Diocese de Rio Branco, que acompanhava um dos velórios.
A professora Rosana Nascimento, como presidente da CUT-Acre, esteve na região tentando convencer o Incra do Amazonas a apressar a emissão dos títulos da terra, numa época em que a chacina foi anunciada. “Foram feitos acordos e outros compromissos que agora estão descumpridos. Esse tipo de violência acontece pela morosidade do Incra. Veio dinheiro para fazer o levantamento de cada lote, mas não tiveram a organização e a responsabilidade para isso. Muito dinheiro, inclusive, volta por que não é usado devidamente. Gastam diárias impunemente e nenhum resultado é apresentado. Infelizmente, famílias são prejudicadas e pessoas morrem pela disputa da terra quando o poder público já devia ter solucionado esta questão”, criticou a professora.
A reportagem do acjornal teve acesso a diálogos em que o superintendente do Incra no Amazonas, João Jornada, não parece preocupado com as consequências desta chacina. Muitos cidadãos buscaram ajuda do ex-radialista Nésio Mendes, que acabou se transformando num espécie de interlocutor entre o Incra e a comunidade. Após a chacina deste sábado, Nésio pediu ajuda a Jornada, através do aplicativo Whatsapp. Curiosa e estranhamente, o dirigente do Instituto Nacional de Reforma Agrária reagiu com certa frieza (veja as ilustrações abaixo), afirmando que nada podia fazer. Nem mesmo o apelo feito pelo ex-radialista por proteção policial encontrou respaldo do Incra do Amazonas.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Petecão pede que ministério doe helicóptero para fiscalizar fronteira e crime organizado
Advertisement
Click to comment

You must be logged in to post a comment Login

Leave a Reply

manchete

Com 75% das escolas fechadas devido à greve, prefeito de Rio Branco recua e propõe pagar piso em duas parcelas

Published

on

O impasse entre a Prefeitura de Rio Branco e os servidores da rede pública de Educação continua e cerca de 75% das escolas seguem sem aulas na capital por conta da greve. Nesta terça-feira (29), o prefeito Tião Bocalom afirmou que recuou e que vai pagar o piso aos professores em duas parcelas ainda este ano.
Esta era uma das pautas dos trabalhadores, mas, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, a proposta ainda não foi formalizada e entregue ao sindicato e, pelo que foi divulgado, ela não contempla o que a categoria tem pedido. Por isso, a greve está mantida.
Os servidores municipais de Educação estão em greve desde o dia 24 do mês passado. Desde então, a categoria tem feito vários protestos pela cidade, inclusive junto com servidores da Educação estadual, que também estão com as atividades paralisadas.
A categoria pede:
– Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
– Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
– Piso de uma única parcela aos professores;
– Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
– E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
– Convocação efetiva do concurso de 2018.
A categoria voltou a protestar nesta terça em frente à Câmara de Vereadores de Rio Branco.
“A categoria disse que aceitaria o pagamento do piso em até duas parcelas. Além disso, que fosse avançada a pauta dos funcionários de escola, com piso de R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil. Aí, o prefeito está avançando com professores, mas não avançou com funcionários de apoio. Nós construímos algo com a categoria, que só vai sair da greve, avançando tanto na proposta dos professores como dos funcionários. Nós já abrimos mão demais”, disse Rosana.
Fonte: G1 Acre

Leia Também:  Batalha de rima e poesia no Acre é reprimida de forma violenta por forças de segurança do governo

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

RIO BRANCO

POLÍTICA

POLÍCIA

ACRE AGORA

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI