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Nvidia abre código-fonte de drivers de GPU no Linux, mas não se anime

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Drivers de GPU têm código-fonte aberto
Divulgação/Nvidia

Drivers de GPU têm código-fonte aberto

Na quarta-feira (11), a Nvidia fez um anúncio que ninguém esperava. A companhia abriu o código-fonte dos módulos de suas GPUs no Linux. Com isso, podemos esperar que distribuições Linux não dependam tanto de drivers fechados para trabalhar adequadamente com placas de vídeo de linhas como GeForce RTX e GTX. Mas é bom não se animar. Ainda não.

Comecemos pela parte boa

Como a própria companhia afirma, o objetivo dessa decisão é “melhorar a experiência de uso de GPUs Nvidia no Linux”. Não é que seja impossível usar os chips gráficos da empresa em sistemas baseados no kernel Linux. Mas, sob determinadas circunstâncias, pode haver problemas de desempenho ou de aproveitamento de recursos.

Isso porque, no universo da Nvidia, há duas categorias de drivers para Linux. A primeira é a de drivers proprietários, isto é, com código-fonte fechado. A segunda são os drivers Nouveau, que têm código-fonte aberto.

Basicamente, os drivers Nouveau são desenvolvidos pela comunidade com algum auxílio de desenvolvedores da Nvidia. Note que “algum auxílio” não é o mesmo que “suporte completo”. Essa solução é satisfatória para muitos usuários. Mas outros enfrentam falhas de renderização ou instabilidade no sistema operacional, por exemplo.

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A saída acaba sendo a de recorrer aos drivers fechados da Nvidia. Eles não são de instalação difícil, mas vão contra o princípio de muita gente de evitar o uso de software proprietário.

Por aí você já consegue notar o porquê de a abertura do código dos módulos ser tão positiva. É como se a Nvidia tivesse, finalmente, decidido apoiar de verdade a comunidade em torno do Linux.

Agora, a parte não tão boa

A abertura de código-fonte começa pelo pacote R515 dos drivers para Linux da Nvidia. Mas isso diz respeito somente a módulos direcionados ao kernel. Módulos executados em nível de usuário permanecem fechados. Em outras palavras, apenas parte dos drivers foi aberta.

Além disso, somente o código direcionado a GPUs de datacenter nas arquiteturas Turing e Ampere está pronto para ser plenamente aproveitado.

Pacotes direcionados às GPUs GeForce usadas em PCs ou workstations estão em fase “alpha”. Isso significa que levará algum tempo para a abertura de código beneficiar essas máquinas.

Por que a Nvidia abriu o código-fonte?

Sistemas baseados no kernel Linux são muito usados em supercomputadores e datacenters. Aparentemente, a Nvidia decidiu abrir o código-fonte dos módulos para facilitar o uso de seus chips gráficos nesses segmentos. Lembremos que GPUs podem ser usadas para otimizar uma série de aplicações, não apenas conteúdo gráfico.

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Apesar disso, o movimento da companhia pode, sim, beneficiar as distribuições Linux mais populares, ainda que não imediatamente.

Primeiro porque o código aberto será usado para aprimorar os drivers Nouveau. Segundo porque companhias como Canonical, Red Hat e SUSE já trabalham para aproveitar a novidade em suas distribuições.

No caso da Canonical, a companhia deve liberar pacotes com os módulos abertos para o recém-lançado Ubuntu 22.04 LTS. Já Christian Schaller, diretor da Red Hat para desktops e gráficos, chegou a dizer: “No longo prazo, esperamos oferecer uma experiência com hardware Nvidia semelhante a que hoje oferecemos para hardware Intel e AMD, em termos de funcionalidade disponível para uso”.

Trabalhar com a Nvidia era tão complicado que, em 2012, Linus Torvalds chegou a mostrar o dedo do meio à companhia. Depois, Torvalds se desculpou. Veremos se, com a decisão da Nvidia, os conflitos ficarão definitivamente no passado.

O código-fonte dos módulos da Nvidia foi liberado no GitHub e tem licença dupla GPL/MIT.

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NuTap é a maquininha de cartão do Nubank direto no celular

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NuTap é lançada pelo Nubank
Divulgação/Nubank

NuTap é lançada pelo Nubank

Nesta quinta-feira (19), o Nubank anunciou o NuTap, serviço que transforma o smartphone em uma maquininha de cartão. A novidade pode ser bastante útil para microempresários, vendedores porta a porta e afins.

O funcionamento é simples. Quando o NuTap estiver em uso, basta informar o valor a ser cobrado e pedir para o cliente aproximar o seu cartão de crédito ou débito contactless do celular. E, sim, carteiras digitais como Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay também são compatíveis.

Repare que a novidade é uma ferramenta que faz as vezes de uma maquininha. Porém, o celular não pode fazer uma leitura física do cartão, obviamente. É por isso que o serviço só funciona por aproximação e em smartphones compatíveis com a tecnologia NFC.

Assim que a operação for concluída, é possível enviar um comprovante ao pagador. Pode-se ainda consultar todas as cobranças efetuadas na área “Minhas Vendas” do app, bem como acompanhar o faturamento do mês.

NuTap tem algumas restrições

Para usar o NuTap, há algumas condições. Para começar, o serviço está disponível apenas para clientes PJ (pessoa jurídica). Além disso, a novidade funciona somente em celulares Android e, claro, exige NFC.

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Por enquanto, o NuTap aceita apenas cartões de crédito ou débito das bandeiras Mastercard e Visa. No entanto, o Nubank prometeu expandir o serviço para mais bandeiras em breve.

Há outra restrição importante. Por enquanto, o serviço permite apenas cobranças de valores entre R$ 2 e R$ 199,99. Esse é um indício de que só transações que não exigem digitação de senha são suportadas atualmente. Além disso, parcelamento é permitido, mas cada parcela deve ter valor de pelo menos R$ 5.

E as taxas?

De acordo com o Nubank, o NuTap não tem custo de adesão, mensalidade ou aluguel. Porém, há cobrança de um percentual sobre cada transação efetuada. O valor depende da modalidade:

  • Cartão de crédito à vista: 3,19%;
  • Cartão de crédito em até 12 vezes: até 12,49%;
  • Cartão de débito: 1,49%.

O Nubank afirma que essas porcentagens são até 30% mais baixas do que as cobradas em maquininhas tradicionais. O recebimento ocorre em até um dia útil, na conta PJ do Nubank.

Mas dá para confiar no NuTap?

É tanto golpe envolvendo cartão de crédito que é natural ligar o desconfiômetro. Mas o Nubank afirma que, antes de ser anunciado, o NuTap passou por vários testes de segurança. “Todos os dados do cartão e das transações realizadas na maquininha são criptografados”, explica a empresa.

“Receber pagamentos por cartão é uma das principais necessidades dos nossos clientes PJ, principalmente para operações de crédito, mas as tarifas transacionais são caríssimas para os pequenos empreendedores, para não falar do custo atrelado às maquininhas”, afirma Livia Chanes, vice-presidente de produto do Nubank. “Com o NuTap, usamos a tecnologia tap-to-phone para que o nosso cliente PJ use o seu próprio celular para realizar suas vendas sem comprometer a segurança da transação”.

Vale destacar que o serviço foi criado em parceria com a Zoop, fintech especializada em serviços financeiros B2B (para outras organizações). O NuTap pode ser solicitado a partir desta quinta no aplicativo PJ do Nubank.

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