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Após reabrir templos e ser denunciado por desobediência civil, líder da Assembléia de Deus no Acre vai para UTI com Covid

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O pastor Luiz Gonzaga, líder da Igreja Assembléia de Deus no Acre, foi internado nesta segunda-feira, 2, no Instituto de Traumatologia e Ortopedia de Rio Branco (INTO) com covid-19. O pastor precisou ser entubado.
Gonzaga teria vinha fazendo o tratamento em casa. Mas seu quadro clínico teve piora e os médicos recomendaram a internação imediata.
A Igreja Assembléia de Deus ainda não se manifestou sobre o caso. O assunto vinha sendo tratado com sigilo total, já que a Igreja foi alvo de polemica, após denuncia do Ministério Público Estadual de que a congregação descumpre os protocolos de contenção à Covid, abrindo seus templos e contrariando o decreto governamental.
Atendendo ao pedido formulado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC), o Juízo da 2ª Vara de Fazenda Pública da Comarca de Rio Branco concedeu liminar determinando que a Igreja Evangélica Assembleia de Deus e o pastor Luiz Gonzaga de Lima se abstenham de realizar reuniões, encontros, cultos ou qualquer outro tipo de atividade no âmbito da igreja e de suas filiais, enquanto permanecerem vigentes as disposições dos decretos governamentais relacionados às medidas de enfrentamento da covid-19.
Em ação conjunta, o MPF e o MP/AC ingressaram com ação judicial em 8 de julho contra a Igreja Assembleia de Deus de Rio Branco, por desobedecer às determinações do Decreto Estadual 5.496, que instituiu medidas para o enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da covid-19, entre as quais a realização de eventos religiosos em templos ou locais públicos, e a aglomeração de pessoas.
Assinada pelo procurador da República Lucas Costa Almeida Dias e pelo promotor Glaucio Ney Shiroma Oshiro, titular da Promotoria Especializada de Defesa da Saúde, a ação foi motivada pela denúncia veiculada pela imprensa e confirmada pela própria entidade religiosa de que esta teria promovido encontros, inclusive com a presença do pastor presidente da igreja, que reuniram cerca 120 pessoas, em 18 e 19 de junho de 2020.
Na decisão, a juíza de direito Zenair Ferreira Bueno destaca que as regras de distanciamento previstas no decreto estadual encontram-se ainda em pleno vigor e que o estado do Acre permanece atualmente na fase amarela do chamado Pacto Acre sem Covid, demandando atenção das autoridades e da população.
Além da proibição da realização dos cultos e outras atividades durante as disposições do decreto, a magistrada também determina que o município de Rio Branco adote providências para garantir a não realização de eventos de qualquer natureza com aglomeração de pessoas enquanto permanecerem vigentes as disposições dos decretos governamentais que tratam da matéria.
Por fim, estabelece multa de R$ 10 mil para cada caso concreto de descumprimento injustificado da decisão, limitados à quantia de R$ 50 mil.

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Servidores da Educação e Saúde do AC mantém greve após aprovação de reajuste e auxílio alimentação

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Servidores da Educação e Saúde do estado decidiram manter a paralisação das atividades e atendimentos após aprovação dos reajustes salariais e auxílio alimentação pelos deputados na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). As categorias se reúnem na próxima semana para discutir os próximos passos da greve.
A greve da Educação começou no dia 16 de fevereiro. O motivo é a paralisação dos servidores da pasta por melhorias salariais, concurso público e outras reivindicações. Por conta da paralisação, o início das aulas foram adiadas do dia 4 de abril para o dia 11.
“Vamos fazer a assembleia na segunda-feira [4] às 9h no Centro. Não era o que queríamos, queremos manter nossa estrutura de carreira, os percentuais entre os níveis, manter os percentuais entre nossas referências e, infelizmente, nos tiraram tudo. Vamos apresentar e discutir como ficou o projeto”, afirmou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento.
Os sindicatos dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac) e dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) também se posicionaram a favor da paralisação. Para o Sindmed-AC, a reposição de 5,42% é ofensiva e o governo descumpriu o acordo.
“O descumprimento do acordo representou uma grande decepção para a categoria, uma ofensa, pois já havia concordância, por meio de negociação fechada, em junho do ano passado, que existiria a reposição inflacionária dos dois últimos anos”, pontuou o vice-presidente do sindicato, Rodrigo Prado.
O presidente do Sintesac, Adailton Cruz, disse que a categoria se reúne na próxima terça-feira (5) em uma assembleia geral para discutir se continua ou não com o movimento. “O reajuste aprovado não é o que o governo se comprometeu, não é nem a metade do que foi acordado. Os trabalhadores estão muito decepcionado”, revelou.
Com informações G1 Acre

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