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Érick dos extintores: Camaro, fazendas, mansão, 31 contas bloqueadas, a cadeia e a queda de um império

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Lojas fictícias que existiam no papel e outras sem movimentação de clientes, criada para venda e manutenção de extintores no Acre, eram usadas por quadrilhas especializadas em lavagem de dinheiro.
Tudo fruto do tráfico de drogas, diz a Polícia Federal.
Em 5 anos essas pequenas empresas levaram para o crime e colocaram no mercado R$ 43 milhões.
Esse é apenas um saldo parcial levantado pela Polícia Federal durante a Operação Héstia, deflagrada nessa quarta-feira no Acre, Rio Grande do Norte, Amazonas e Rio de janeiro.
No Acre, onde 6 pessoas foram presas, o principal alvo era a Erick Extintores. O empresário conhecido nas redes sociais por postar fotografias onde levava uma vida de luxo sempre como barcos, carros importados e fazendas foi levado ao presídio.
Duas lojas de vendas e manutenção de extintores que pertencem a Erick ficam na avenida Ceará, uma das mais movimentadas da capital Acreana.
Era com essas lojas, segundo a PF, que ele conseguia lavar grandes somas de dinheiro.
Os recursos eram enviados dos estados do Nordeste ou do Rio de Janeiro, fruto da venda de drogas.

Mais de R$ 20 milhões em bens móveis e imóveis foram apreendidos,  entre eles 35 veículos de luxo. Três fazendas, uma delas em Boca do Acre, no amazonas, com valor de R$ 5 milhões, uma mansão em Rio Branco no valor de R$ 2 milhões, estão indisponíveis. A justiça também mandou bloquear 31 contas bancárias em nome dos acusados.
Esse valor pode aumentar ainda mais quando os agentes concluírem a contagem do gado que estava no pasto das 3 fazendas.
Segundo o delegado da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzollin, no Rio de janeiro a polícia fez buscas em uma casa luxuosa na região conhecida como Complexo da Maré, na tentativa de encontrar um traficante responsável por enviar o dinheiro ao Acre para que fosse levado através das empresas de extintores. O nome não foi revelado, mas ele é acreano e está foragido desde 2017, quando conseguiu fugir da polícia enquantorecebia atendimento médico no pronto socorro de Rio Branco.
A polícia chegou a mansão do investigado, mas ele conseguiu fugir. “Infelizmente a polícia não conseguiu chegar a esse homem que recebe a dorga do Paraguai, revende, pega o dinheiro e envia para o Acre para passar pelo processo de lavagem. Mas, prendemos a esposa dele. Na casa encontramos armas pesadas, drogas e dinheiro ilícito”, informou.
O investigado tem contra ele 3 mandados de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas no Acre, e, segundo a polícia, ele e Erick, são os principais membros da organização criminosa.
O delegado da PF, Otávio Fonseca, explicou que as investigações das policias começaram em janeiro desse ano, quando foram verificadas grandes movimentações nas contas bancárias das empresas de Erick em Rio Branco. “As lojas não apresentam grandes estruturas físicas, nem mercadorias e não existe um volume expressivo de vendas, mas geravam lucros exorbitantes para a quadrilha com a lavagem do dinheiro”, descreveu.
Das 7 lojas a polícia descobriu que duas delas eram fictícias, existiam apenas no papel as outras 5 a movimentação financeira era muito aquém da conta bancária do proprietário. E em um ano, a que mais movimentou chegou a R$ 300 mil no ano. Em um único saque, Erick resgatou no banco, em espécie, R$ 800 mil. Em 5 anos as lojas de extintores movimentaram mais de 40 milhões de reais.
Durante o cumprimento dos mandados, a polícia descobriu na casa dos envolvidos no Acre, muita droga e armas escondidas em pontos estratégicos das residências.
Para a polícia, além de lavar o dinheiro da venda da droga que ia para o Nordeste, havia também o envio do entorpecente do Acre para o Rio Grande do Norte, onde ficava o núcleo da quadrilha.

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Servidores da Educação e Saúde do AC mantém greve após aprovação de reajuste e auxílio alimentação

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Servidores da Educação e Saúde do estado decidiram manter a paralisação das atividades e atendimentos após aprovação dos reajustes salariais e auxílio alimentação pelos deputados na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). As categorias se reúnem na próxima semana para discutir os próximos passos da greve.
A greve da Educação começou no dia 16 de fevereiro. O motivo é a paralisação dos servidores da pasta por melhorias salariais, concurso público e outras reivindicações. Por conta da paralisação, o início das aulas foram adiadas do dia 4 de abril para o dia 11.
“Vamos fazer a assembleia na segunda-feira [4] às 9h no Centro. Não era o que queríamos, queremos manter nossa estrutura de carreira, os percentuais entre os níveis, manter os percentuais entre nossas referências e, infelizmente, nos tiraram tudo. Vamos apresentar e discutir como ficou o projeto”, afirmou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento.
Os sindicatos dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac) e dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) também se posicionaram a favor da paralisação. Para o Sindmed-AC, a reposição de 5,42% é ofensiva e o governo descumpriu o acordo.
“O descumprimento do acordo representou uma grande decepção para a categoria, uma ofensa, pois já havia concordância, por meio de negociação fechada, em junho do ano passado, que existiria a reposição inflacionária dos dois últimos anos”, pontuou o vice-presidente do sindicato, Rodrigo Prado.
O presidente do Sintesac, Adailton Cruz, disse que a categoria se reúne na próxima terça-feira (5) em uma assembleia geral para discutir se continua ou não com o movimento. “O reajuste aprovado não é o que o governo se comprometeu, não é nem a metade do que foi acordado. Os trabalhadores estão muito decepcionado”, revelou.
Com informações G1 Acre

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