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Turma do Narguilé e Tererê: metade dos adolescentes deixa de tomar vacina em Rio Branco

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Nesta quarta-feira, 20 de outubro, completa exatamente dois meses que a secretaria estadual de saúde disponibilizou a primeira dose da vacina contra a covid-19 para a população de 12 anos.
Hoje, sessenta dias após o inicio da imunização do público considerado pela ciência como os maior disseminador da doença no mundo, apenas pouco mais da metade dos adolescentes da capital acreana, com idade entre 12 a 17 anos, compareceu aos postos de vacinação.
Katiane Ribeiro da Costa, 15 anos, moradora do bairro Adalberto Sena, é uma das que deixaram de se imunizar mesmo sabendo que a menos de 300 metros de sua residência tem um posto de vacinação.
“Eu sei que já deveria ter ido tomar a vacina, mas, como os casos da doença já estão diminuindo, acredito que não seja mais preciso eu ter que passar pelo sofrimento da reação que diz que a gente sente quando toma a primeira dose do imunizante”, diz ela.
Os pais da jovem, que preferiram não ter os nomes citados nessa matéria, alegam sentir-se impotentes diante da postura da filha de não querer ir ao posto de vacinação sob a alegação de que tem medo dos supostos efeitos colaterais.
“A gente tem insistido muito para que ela vá tomar a vacina. Mas a resposta é sempre a mesma de que a doença já está acabando e não tem mais necessidade”, disse a mãe da adolescente.
Já a prima de Katiane, Fernanda Ribeiro da Silva, 16 anos, faz parte do grupo dos 32 mil adolescentes riobranquenses que fizeram questão de se imunizar contra a covid-19, e critica a atitude de quem ainda não fez o mesmo.
“Eu acho uma irresponsabilidade de quem sabe que é o principal disseminador dessa doença maldita, que já matou tantos conhecidos e até parentes da gente, e não quer ir se vacinar por medo de uma tonturazinha após tomar a vacina. Todo mundo tem que se conscientizar disso e ir tomar a vacina”, afirmou a estudante do colégio estadual Gloria Perez, no Bairro Xavier Maia, parte alta da cidade de Rio Branco.
A coordenadora municipal do plano de imunização em massa da população da capital acreana, Socorro Martins, foi à televisão local, na última terça-feira, fazer um apelo para a juventude aderir a campanha de imunização.
“Quanto mais rápido esse público se vacinar, melhor pra gente poder eliminar o vírus que ainda está  circulando. Por isso pedimos aos pais que levem seus filhos para vacinar, e nunca é demais lembrar que se faz necessário completar o ciclo imunológico com a primeira e segunda dose. Se for o caso, até com a dose de reforço”, alerta a coordenadora.
A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco pretendia vacinar em quinze dias, no máximo, todos os seus 50 mil adolescentes da faixa etária de 12 a 17 anos, mas até a publicação dessa reportagem só tinha imunizado 32 mil de seu público alvo dessa fase da campanha.

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Servidores da Educação e Saúde do AC mantém greve após aprovação de reajuste e auxílio alimentação

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Servidores da Educação e Saúde do estado decidiram manter a paralisação das atividades e atendimentos após aprovação dos reajustes salariais e auxílio alimentação pelos deputados na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). As categorias se reúnem na próxima semana para discutir os próximos passos da greve.
A greve da Educação começou no dia 16 de fevereiro. O motivo é a paralisação dos servidores da pasta por melhorias salariais, concurso público e outras reivindicações. Por conta da paralisação, o início das aulas foram adiadas do dia 4 de abril para o dia 11.
“Vamos fazer a assembleia na segunda-feira [4] às 9h no Centro. Não era o que queríamos, queremos manter nossa estrutura de carreira, os percentuais entre os níveis, manter os percentuais entre nossas referências e, infelizmente, nos tiraram tudo. Vamos apresentar e discutir como ficou o projeto”, afirmou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento.
Os sindicatos dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac) e dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) também se posicionaram a favor da paralisação. Para o Sindmed-AC, a reposição de 5,42% é ofensiva e o governo descumpriu o acordo.
“O descumprimento do acordo representou uma grande decepção para a categoria, uma ofensa, pois já havia concordância, por meio de negociação fechada, em junho do ano passado, que existiria a reposição inflacionária dos dois últimos anos”, pontuou o vice-presidente do sindicato, Rodrigo Prado.
O presidente do Sintesac, Adailton Cruz, disse que a categoria se reúne na próxima terça-feira (5) em uma assembleia geral para discutir se continua ou não com o movimento. “O reajuste aprovado não é o que o governo se comprometeu, não é nem a metade do que foi acordado. Os trabalhadores estão muito decepcionado”, revelou.
Com informações G1 Acre

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